Da transmissão das partidas aos atendimentos médicos, passando pela alimentação, transporte e infraestrutura, o plástico sustenta operações que viabilizam os maiores eventos do planeta.
A Copa do Mundo de 2026 deve bater novos recordes de alcance global. Na edição de 2022, realizada no Catar, mais de 5 bilhões de pessoas acompanharam o torneio em diferentes plataformas, segundo a FIFA. Apenas a final entre Argentina e França registrou uma audiência global estimada em 1,5 bilhão de espectadores.
Por trás dos jogos, porém, existe uma estrutura que movimenta muito mais do que o futebol. Alimentação, mobilidade, saúde, segurança e transmissão dependem de uma cadeia logística complexa que envolve milhares de fornecedores e milhões de produtos. Em praticamente todas essas operações, um material aparece de forma silenciosa: o plástico.
Para Alfredo Schmitt, presidente do Instituto SustenPlást, entidade criada oficialmente em 2017 com a proposta de ampliar a discussão sobre economia circular, educação ambiental e sustentabilidade aplicada à indústria de transformação de plásticos e também presidente do 6º Congresso Brasileiro do Plástico, a Copa do Mundo oferece um exemplo palpável de como o plástico está integrado ao funcionamento da economia moderna.
“O plástico costuma ser associado às embalagens de alimentos. Em um evento da dimensão da Copa do Mundo, ele é vital para a conservação dos alimentos, nos sistemas de transmissão, nos equipamentos hospitalares, na mobilidade e em diversas aplicações industriais que ajudam a garantir eficiência e segurança para milhões de pessoas”, afirma.
A dimensão dessa presença acompanha a própria escala do torneio. A Copa do Mundo 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas disputadas em Estados Unidos, Canadá e México. A expectativa é que milhões de pessoas circulem entre estádios, aeroportos, hotéis e centros de treinamento durante pouco mais de um mês de competição.
Muito além das embalagens
A alimentação dos torcedores é um dos exemplos mais visíveis. Embalagens utilizadas para alimentos e bebidas contribuem para a melhor preservação dos produtos durante o transporte e armazenamento, ampliam a segurança sanitária e reduzem perdas ao longo da cadeia logística.
O plástico também aparece em cabos elétricos, fibras ópticas, componentes eletrônicos, equipamentos de telecomunicações, sistemas de climatização, mobiliário temporário, sinalização e credenciamento. A transmissão das partidas para bilhões de espectadores depende de equipamentos eletrônicos que utilizam componentes plásticos em sua fabricação.
Na área da saúde, a participação é igualmente relevante. Hospitais, ambulatórios e estruturas médicas montadas para atender atletas, equipes técnicas e público utilizam seringas, cateteres, bolsas de sangue, máscaras, embalagens esterilizadas e diversos outros dispositivos produzidos a partir de polímeros plásticos.
Segundo dados da Plastics Europe, mais de 70% dos dispositivos médicos modernos utilizam algum tipo de plástico em sua composição, reflexo da necessidade de materiais leves, resistentes, seguros e compatíveis com processos de esterilização.
Uma presença que atravessa toda a economia
A relevância do material vai além dos grandes eventos esportivos. Construção civil, agronegócio, indústria automotiva, energia, logística e saúde utilizam soluções plásticas para ampliar durabilidade, reduzir peso, aumentar eficiência energética e melhorar o desempenho operacional.
Dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) mostram que o setor atende mais de 40 segmentos econômicos diferentes, consolidando-se como uma das cadeias industriais mais presentes no cotidiano da população e das empresas.
Para Schmitt, essa abrangência ajuda a explicar por que o debate sobre o futuro do material deixou de ser apenas uma discussão industrial e passou a envolver inovação, competitividade e economia circular.
“O desafio atual está relacionado à ampliação da circularidade, à reciclagem e ao destino adequado dos resíduos plásticos. A sociedade utiliza esse material em praticamente todos os setores produtivos e a evolução da indústria passa pelo desenvolvimento tecnológico, pela educação e pela inovação”, afirma.
A discussão sobre o futuro do plástico, suas aplicações estratégicas e os impactos das novas tecnologias estará no centro do O 6º Congresso Brasileiro do Plástico , que tem caráter educativo e é aberto à sociedade, com a proposta de ampliar o acesso a informações científicas sobre o material plástico e a sua relevância em diferentes segmentos econômicos e sociais.
Realizado de forma bienal, o encontro chega à sexta edição consolidado como um dos principais fóruns de debate técnico do setor no país, com histórico de participação de especialistas brasileiros e estrangeiros.
O 6º Congresso Brasileiro do Plástico será realizado nos dias 26 e 27 de agosto, em Joinville (SC), paralelamente à Interplast 2026. Com o tema “Plásticos: Soluções na Era da Inteligência Artificial”.
Todos os palestrantes participarão presencialmente. Os palestrantes confirmados estão o jornalista e escritor Leandro Narloch, o especialista em inteligência artificial Cristiano Pospichil, o diretor executivo do Instituto Nacional do Plástico (INP), Carlos Moreira, o presidente executivo da Abiplast, Paulo Henrique Rangel Teixeira, além de pesquisadores e especialistas brasileiros e internacionais que discutirão os desafios e oportunidades da cadeia produtiva do plástico em um cenário cada vez mais conectado à tecnologia e à sustentabilidade.
A expectativa da organização é reunir cerca de 500 participantes presencialmente, entre empresários, engenheiros, pesquisadores, estudantes, técnicos e lideranças da cadeia produtiva, além de público online. O histórico reforça a relevância do encontro: a edição de 2025 superou 2.600 participantes em formato híbrido, enquanto a edição integralmente digital de 2021 reuniu 2.500 participantes.
A realização dentro da Interplast amplia a inserção do 6CBP em um dos ambientes mais estratégicos da indústria de transformação, reforçando Joinville como polo de discussões sobre inovação e futuro industrial.
Serviço
6º Congresso Brasileiro do Plástico
Tema: Plásticos: Soluções na Era da Inteligência Artificial
Data: 26 e 27 de agosto de 2026
Local: Centro de Exposições Expoville, Joinville (SC)
Formato: presencial e online
Inscrições: https://www.cbplastico.com/2026/participe-do-cbp/inscricao.html
Credenciamento imprensa: https://forms.gle/4dqBxjnuQG4A8Hn87
Sobre o Instituto SustenPlást
Criado oficialmente em 2017, o Instituto SustenPlást é uma entidade voltada à promoção de educação ambiental, economia circular e conscientização sobre o destino adequado dos materiais plásticos pós-uso. A organização atua na integração entre indústria, sociedade, instituições de ensino e setor público, com foco na disseminação de informação técnica e no incentivo a práticas sustentáveis aplicadas à cadeia produtiva do plástico.
Para mais informações, acesse:
Site: https://institutosustenplast.org.br/
Sobre o Congresso Brasileiro do Plástico
Iniciativa do Instituto SustenPlást, o Congresso Brasileiro do Plástico tem caráter educativo e acontece de forma bienal. Aberto à sociedade, o encontro reúne especialistas nacionais e internacionais para debater ciência, inovação, sustentabilidade, mercado e transformação tecnológica ligados à indústria de transformação plástica.
Para mais informações, acesse:
Facebook: https://www.facebook.com/congressodoplastico,
Instagram: https://www.instagram.com/cbp_plastico/,
Youtube: https://www.youtube.com/c/CongressoBrasileirodoPl%C3%A1stico,
Linkedin: https://www.linkedin.com/company/congresso-brasileiro-do-pl%C3%A1stico/
X: https://x.com/cbp_plastico
Sobre Alfredo Schmitt
Alfredo Schmitt é graduado em Química e Economia pela UFRGS, com especialização em Polímeros Olefínicos pelo Instituto de Macromoléculas da UFRJ. Atua há mais de 45 anos no setor petroquímico e de transformação plástica. É diretor da FFS Filmes, conselheiro do Instituto Nacional do Plástico (INP), conselheiro da Abiplast e presidente do Instituto SustenPlást, do Sinplast-RS e do Congresso Brasileiro do Plástico.
Sobre Simara Souza
Simara Souza é graduada em Processos Gerenciais, com especializações em economia circular e sustentabilidade industrial pela FGV e MIT. Atua há mais de uma década no Instituto SustenPlást, onde lidera iniciativas voltadas à valorização da indústria de transformação de plásticos por meio de educação, conscientização e implementação prática de projetos de economia circular.
Fonte: Lara Visibilidade Estratégica
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