1.  
  2.  
  3.  
  4.  
  5.  
  6.  
  7.  
  8.  
  9.  
  10.  
  11.  
  12.  
  13.  
  14.  
  15.  
  16.  
  17.  
  18.  
  19.  
  20.  

TUPY reduz jornada e suspende contratos de trabalho de 3.500 funcionários

15 de abril de 2020
TUPY reduz jornada e suspende contratos de trabalho de 3.500 funcionários

A  Tupy reduziu jornada de trabalho e suspendeu os contrato de trabalho por um período inicial 30 dias de parte de seus 8.500 funcionários. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, 3.500 funcionários entraram no acordo de suspensão, de 30 a 60 dias, nos termos da Medida Provisória 936/2020.

Haverá redução de jornada, acordo salarial (mensalistas terão redução de 25% na jornada e 12,5% no salário) e suspensão nos contratos de trabalho —mantém de 75 a 93% do salário líquido do trabalhador, plano de saúde e de vida. Os outros 5 mil trabalhadores permanecem integral.

“A decisão se ampara na Medida Provisória 936/2020,e em acordo com o sindicato dos metalúrgicos. Neste período, os benefícios oferecidos pela empresa, como plano de saúde, estão mantidos”, diz nota oficial da Tupy.

A Tupy aderiu ao manifesto Não Demita, e  foi a primeira indústria de Joinville a dar férias coletivas e adotar o trabalho remoto, ainda em março, como formas de evitar demissões.

O anúncio de suspensão de contratos de trabalho vai na mesma linha. Estes instrumentos das relações de trabalho, utilizados pela multinacional joinvilense para tentar minimizar os estragos que a situação global  impõe, tende a se espalhar por causa  da rápida e intensa queda de faturamento e de negócios, tendo em vista a amplitude da crise econômica mundial.

Claro que a suspensão de contrato de trabalho é uma opção quase derradeira, antes das empresas sinalizarem com dispensas de funcionários em grande escala, considerando que outras ações já foram colocadas em prática. O que está em jogo são duas coisas:

1. a necessidade das empresas olharem para o futuro imediato e de médio prazo, apesar de incertezas gigantescas; e,
2. a necessidade de se evitar danos sociais inadministráveis adiante.

Daí, o esforço das companhias mais comprometidas com a perenidade das atividades, e com a sociedade, para conter desligamentos em massa, até quando for possível.

A crise vai passar. E, então, os negócios voltarão a fluir, e as indústrias precisarão da mão-de-obra, por elas mesmas treinadas e capacitadas, bem antes da crise chegar.

Fonte: NSC Total – Cláudio Loetz – 14.04.2020

 
 


somos afiliados: