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Na FIESC, ministro anuncia ampliação do BRASIL MAIS PRODUTIVO para 2017

06 de outubro de 2016
Na FIESC, ministro anuncia ampliação do BRASIL MAIS PRODUTIVO para 2017

Marcos Pereira também lançou oficialmente o Plano Nacional da Cultura Exportadora em SC e antecipou que ainda em 2016 será lançado programa voltado à eficiência energética.

Florianópolis, 6.10.2016 – O Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e o Programa Brasil Mais Produtivo foram lançados oficialmente em Santa Catarina nesta quinta-feira (6), em Florianópolis, na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com a participação do ministro de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira.

No caso do Mais Produtivo, que deverá atender 3 mil indústrias de todo o País, 280 das quais em Santa Catarina, ele antecipou que está em estudo a ampliação do Programa e em breve será anunciado o aumento do número de vagas para 2017. O ministro também informou que ainda este ano será lançada a versão piloto do Brasil Mais Produtivo Eficiência Energética, ação que será aplicada em todo o País no ano que vem.

Em seu discurso, o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, fez um panorama do comércio exterior catarinense e chamou a atenção para a importância do PNCE e das iniciativas da FIESC para ampliar o número de micro e pequenas no comércio internacional. Ele citou como exemplo a criação da Câmara de Desenvolvimento da Micro e Pequena Indústria.

“Tendo como marco o dia de hoje, daremos sequência ao cumprimento da agenda de internacionalização de modo que possamos nortear nossas ações. Acreditamos fortemente que incrementaremos o número de empresas internacionalizadas, o volume das exportações e a diversificação da pauta de comércio exterior”, reforçou.

Côrte disse ainda que o Brasil Produtivo é uma excelente iniciativa de apoio ao aumento da produtividade da indústria brasileira. “A elevação da produtividade é fator essencial para que o Brasil obtenha crescimento econômico sustentado e prosperidade no futuro. Estudos demonstram que nos últimos anos a produtividade brasileira, em especial a do trabalho, ou declina ou cresce menos do que a média mundial, o que na prática nos deixa menos competitivos em relação ao resto da economia mundial. Elevar a produtividade das indústrias e da economia é a única forma sustentável de retomarmos o crescimento”, afirmou.

O presidente da FIESC lembrou que as rápidas intervenções, de baixo custo, e as técnicas de manufatura enxuta aumentarão em pelo menos 20% a produtividade das pequenas e médias que participam desse programa, que foi formulado em Santa Catarina, Estado que também foi pioneiro na implantação do projeto-piloto. “A FIESC e suas entidades alinham-se aos esforços do governo brasileiro, particularmente do Ministério e da CNI, no sentido de ampliar a inserção catarinense no comércio internacional e de tornar a indústria catarinense cada vez mais competitiva”, finalizou.

Aos empresários presentes, o ministro declarou que a indústria brasileira tem passado por momentos difíceis. “Os números do setor não têm sido favoráveis. A recuperação da confiança do setor produtivo é vista como realidade e estamos saindo da crise. Recebemos um País completamente desestruturado, sub-representado no comércio internacional e com problemas gravíssimos, mas estamos trabalhando para fazer a inserção das nossas empresas no comércio internacional, especialmente aquelas que ainda não exploraram esse mercado”, afirmou.

Pereira lembrou que o Brasil é a nona economia do mundo, mas ocupa a 25ª posição em comércio exterior. “Vemos uma discrepância. Precisamos mudar isso urgentemente. Nessa linha foi lançado o Plano Nacional da Cultura Exportadora e o Brasil Mais Produtivo, que já estão em funcionamento”, declarou. O ministro disse ainda que há um empenho para colocar o Brasil novamente nos trilhos e avançar. Segundo ele, a prioridade é a aprovação da PEC do limite de gastos, seguidas pelas reformas da previdência e a trabalhista.

No evento, o vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, disse que o Brasil precisa avançar e para isso terá que enfrentar muitas reformas na área pública, como a da previdência. “Estamos muito distantes das decisões tomadas em Brasília. A máquina publica é insuportável”, afirmou.

Brasil Mais Produtivo: o programa atenderá em Santa Catarina empresas dos setores metalmecânico, vestuário e calçados, móveis e madeiras e alimentos e bebidas. O objetivo é melhorar em pelo menos 20% a produtividade dos processos tratados. A iniciativa prevê consultorias do SENAI para a implementação de lean manufacturing (produção enxuta), atacando os sete tipos de desperdícios mais comuns: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos.

Voltado a pequenas e médias empresas, o Brasil Mais Produtivo tem um investimento de R$ 3 mil pelas companhias beneficiadas – outros R$ 15 mil, que integram o valor total da consultoria, são subsidiados. O SENAI/SC já está envolvido desde a fase piloto, em 2015, quando o programa foi implantado em oito estabelecimentos do Estado. A instituição também capacitou os 546 consultores do SENAI em todo o País que vão integrar o trabalho.

Primeiros resultados: Na AHT Cooling Systems Brasil, de Navegantes, o programa foi implantado em uma linha de produção e o investimento se pagou em cinco dias de operações. “Obtivemos uma redução de custos da ordem de R$ 105 mil por mês, aumento da produtividade em 21% e melhoria do índice de qualidade na fonte de 79%”, afirma o gerente industrial, Mark Schoepping de Souza.

Instalada há dois anos e com 80 funcionários, a fábrica é uma das quatro unidades do grupo austríaco AHT no mundo e produz freezers para o segmento de sorvetes e equipamentos de refrigeração para supermercados. “O Brasil Mais Produtivo é uma excelente alternativa para indústrias de pequeno e médio porte que querem fazer mudanças, implementar melhorias, com baixo investimento e retorno em curto prazo”, acrescenta.

Fabricante de móveis para exportação localizada em Campo Alegre e que está no mercado há 45 anos, a Móveis 3 Irmãos reduziu em 73% as movimentações (deslocamentos) de operadores. O trabalho, realizado no setor de embalagens, trouxe resultados como a melhoria da produtividade em 38%, com payback de três meses. “Estamos muito satisfeitos com o trabalho do SENAI, temos interesse para novas áreas e recomendaríamos a a outras empresas a participarem do programa”, afirma o diretor industrial Leandro Pereira de Miranda.

Além do MDIC e SENAI, o programa tem a parceria da Apex-Brasil; Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Sebrae.

Cultura exportadora: O Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) tem o objetivo de aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior, além de promover o crescimento das exportações de produtos e serviços, com ênfase em bens manufaturados e com maior fator agregado. A meta do MDIC é instalar comitês gestores do PNCE em todos os Estados brasileiros até o fim de 2016.

O PNCE possui o apoio em âmbito nacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios, e é desenvolvido em cinco etapas – sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização – que constituem a trilha da internacionalização, ou o caminho para uma empresa exportar, principalmente. O Plano contempla três te¬mas transversais para o direcionamento das empresas: financiamento, qualificação e gestão.

Em Santa Catarina, o PNCE conta com um comitê gestor que possui vários apoiadores e parceiros, entre eles a FIESC, por meio da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) e do Centro Internacional de Negócios (CIN), SEBRAE/SC, Correios, Governo do Estado de Santa Catarina (Secretaria de Assuntos Internacionais – SAI e Secretaria de Desenvolvimento Sustentável – SDS), e Banco do Brasil.

O Comitê gestor organizará uma agenda de ações de capacitação para as empresas, como a realização de diagnósticos de produtos e serviços com potencial exportador, consultoria de inteligência comercial (que avalia em quais mercados aquele produto ou serviço tem potencial de venda), incentivo à participação em missões comerciais e em rodadas de negócios com compradores estrangeiros.

Fonte: FIESC

 
 


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