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EM AÇÃO NO CONGRESSO, FIESC defende terceirização

08 de abril de 2015
EM AÇÃO NO CONGRESSO, FIESC defende terceirização

Na Câmara dos Deputados, grupo catarinense liderado pelo presidente Glauco José Côrte fez contato com a bancada federal

Florianópolis, 7.4.2015 – O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, acompanhado de lideranças industriais do Estado, solicitou à bancada federal catarinense que vote pela aprovação do projeto de lei (PL 4.330/2004), que regulamenta a terceirização.

O grupo catarinense fez contato com praticamente todos os parlamentares em Brasília nesta terça-feira (7). Eles integram mobilização nacional em defesa da terceirização, movimento coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto está programado para ser apreciado pelo plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira.

Além de Côrte, entre os empresários que integram o grupo estão o 1º vice-presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, os vice-presidentes regionais da entidade, Célio Bayer, Ronaldo Baumgartem e Tito Schmitt, e o diretor da instituição, Olvacir Fontana.

“Tivemos a oportunidade de esclarecer a posição da indústria e mostrar que o projeto é positivo não só para os empregadores, mas também para os trabalhadores, por formalizar as relações de trabalho”, disse Côrte, depois de realizar reunião com o Fórum Parlamentar Catarinense, no final da manhã, e de visitar gabinetes dos deputados.

A indústria tem destacado que a falta de legislação específica provoca insegurança jurídica para empresas e para um universo de 12 milhões de trabalhadores, que já se encontram nessa situação. Côrte lembra também que o substitutivo ao projeto de lei 4.330/2004, proposto pelo deputado relator Arthur Maia não leva a reduções de valores, salários ou direitos, mas propõe mecanismos como fiança, retenção de valores contratuais e responsabilidade da empresa contratante em relação à garantia dos direitos dos trabalhadores.

A regulamentação da terceirização é um dos pilares para que a economia brasileira seja mais competitiva no mercado mundial e uma medida capaz de estimular a atividade produtiva e o emprego no longo prazo, argumentam a FIESC e a CNI. Mais de metade do setor no Brasil seria prejudicado com uma eventual proibição à terceirização, com perda de competitividade ou até fechamento de uma ou mais linhas de produção.

Na opinião do setor, regulamentar a terceirização, aprovando o PL 4330, ajudará a reduzir conflitos nas relações do trabalho, reduzindo ações na Justiça. Além disso, a terceirização permite às micro e pequenas empresas, especializadas em produtos ou serviços, se inserirem na rede de fornecedores de empresas maiores, ampliando sua chance de crescimento e de geração de novos empregos.

Sondagem realizada pela CNI em 2014 mostra que quase 70% das 2.330 indústrias entrevistadas utilizam ou utilizaram, nos três anos anteriores, serviços contratados de terceiros. Para o levantamento foram entrevistadas empresas de pequeno, médio e grande portes. A sondagem destaca ainda que 62% das entrevistadas pretendem manter o volume de serviços terceirizados e 21,9% desejam aumentar ainda mais a utilização desse recurso.

Histórico: A terceirização começou a crescer no País a partir da década de 1970, disseminando-se com a globalização e o surgimento de grandes redes de produção horizontais, com fornecedores integrados. Ela tornou-se uma estratégia de negócios indispensável, pois permite combinar diferentes técnicas e várias modalidades de produção.

Com as redes de produção se chega a um produto ou serviço final mais rapidamente, com maior qualidade e preço mais acessível ao consumidor. Um exemplo clássico de terceirização é a Toyota, uma das maiores empresas automobilísticas do mundo, que possui mais de 20 mil empresas terceirizadas dentro de sua cadeia de fornecimento e prestadoras de serviços.

Fonte: FIESC

 
 


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